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quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Fundamentalismo religioso pode ser tratado como distúrbio mental, diz neurocientista


O fundamentalismo religioso poderá um dia ser tratado como doença mental - e curado. Quem diz isso é Kathleen Taylor, pesquisadora em neurociência da Universidade de Oxford. A afirmação foi feita na última quarta-feira, 19, em um festival literário no Reino Unido. 

Quando foi questionada sobre o futuro da neurociência, Kathleen afirmou que “uma das surpresas pode ser ver pessoas com certas crenças como pessoas que podem ser tratadas”, descreveu o jornal Times of London.

“Alguém que se tornou, por exemplo, radical em relação a uma ideologia - podemos deixar de ver isso como uma escolha pessoal resultante do puro livre-arbítrio e podemos começar a tratar isso como algum tipo de distúrbio mental”, disse a pesquisadora. “De várias formas isso pode ser uma coisa muito positiva porque sem dúvida as crenças em nossas sociedade podem provocar muitos danos.”

A autora deixou claro que não estava se referindo apenas ao fundamentalismo islâmico, mas também a crianças como a de que espancar crianças é aceitável.

Kathleen é autora do livro Brainwashing: The Science of Thought Control (Lavagem cerebral: a ciência do controle de pensamentos, em tradução livre), em que explora a ciência por trás das táticas de persuação de grupos como a Al Qaeda. “Todos nós mudamos as nossas crenças. Todos nós persuadimos uns aos outros para fazer coisas; todos nós assistimos publicidade; somos todos educados e experimentamos religiões; a lavagem cerebral é o extremo disso; é coercitiva, forte, um tipo de tortura psíquica”, disse ela em um vídeo no YouTube. A pesquisadora também é uma das que se preocupam com a ética de se aprofundar muito no cérebro humano, como as tecnologias que podem escanear ou manipular neurônios.

Fonte: Revista Galileu

Exposição fotográfica mostra o empoderamento dos negros brasileiros


Doze negros que fazem a diferença em suas áreas de atuação por seu poder de influenciar e conscientizar a sociedade com seus exemplos de vida, ideias e propostas são os modelos eleitos pelo produtor cultural Vini Rigoletto para a mostra fotográfica "Minha Representatividade, Meu Empoderamento" que estará em exposição no Piola Jardins a partir de 20 de novembro.

Para celebrar o Dia Nacional da Consciência Negra na próxima segunda-feira, dia 20 de novembro, o ator e produtor cultural Vini Rigoletto convidou o fotógrafo Augusto Martins para clicar 12 negros representativos e empoderados nas suas diferentes áreas de atuação.

A proposta da exposição "Minha Representatividade, Meu Empoderamento" é mostrar, através do poder das lentes, a força da militância, do discurso e da articulação de cada um deles por uma sociedade mais justa e menos preconceituosa. O espaço escolhido para apresentar essa manifestação cultural é o restaurante Piola Jardins (Rua Lorena 1764, Jardins, na capital paulista).

A exposição será aberta no dia 20 de novembro (segunda-feira) - Dia Nacional da Consciência Negra - e poderá ser vista até 3 de dezembro. Os personagens fotografados por Augusto Martins são: André Marinho (cantor do grupo Br´OZ), Jaqueline Rosa Miranda (hair style/cabeleireira), Jeffão Black (youtuber), Joana D'Arc (maquiadora), Kamilah Pimentel (produtora executiva), Nanaco (garçom), MC Sofia (cantora), Oz Ferreira (intérprete criadora em dança), Rosana Oliveira (analista administrativo), Taiguara Nazareth (ator), Ton Miranda (produtor cultural) e o próprio produtor Vini Rigoletto, curador do projeto.

“São pessoas que eu conheci no decorrer dos dez anos em que atuo como produtor cultural e de eventos em São Paulo, e outras às quais fui apresentado quando iniciei o projeto. Elas têm um discurso muito particular da representatividade negra no Brasil”, explica Vini Rigoletto.


Serviço
Exposição fotográfica: "Minha Representatividade, Meu Empoderamento"
Coquetel de lançamento: 20 de novembro, das 20h às 22h
Período da exposição: 20/11 a 03/12
Local: Piola Jardins (Rua Lorena 1764 – Jardins, São Paulo/SP)
Curadoria: Vini Rigoletto
Visagismo: Matheus Feres
Fotos: Augusto Martins